
Esta imagem é perfeita para ilustrar algumas situações vividas no nosso país ultimamente.
Só ficamos sem saber qual é o nosso lugar nesta imagem.
Seremos o observador, que vê mas nada faz?
Seremos o peixe que vai ser comido, mais tarde ou mais cedo?
Seremos o gato glutão ávido de peixe fresco?
decidam-se.
definitivamente gosto de banda desenhada. devoro as tiras do Calvin&Hobbes do público. esta , em especial, dedico-a às vozes de burro que andam por aí a escarnecer da liberdade dos outros.
um postal do meu blog foi comentado pela primeira vez, e isso é, para mim, um motivo de alegria. acreditem.
porquê?
simplesmente porque foram ultrapassadas todas as minhas perspectivas, uma vez que contava ser lido e comentado por mim, em exclusivo (e não, não é inocente a escrita através deste blog).
logo, independentemente das opiniões das pessoas, uma coisa está provada em definitivo: este espaço blogista na rede universal etérea é democrático e livre (pelo menos para já)
eu sinto-me à vontade de escrever e tu, querido leitor (como costumava tratar Miguel Torga os seus leitores - e digo-o sem pretensões a nada) deves sentir-te à vontade para ler ou não, gostar ou não, comentar ou não.
numa palavra: obrigado, voltem sempre.
já agora quanto a si, amigo Luis, podia responder-lhe que, se este é um blog de merda (na sua opinião) então o meu amigo já faz parte dele, deixou nele a sua marca, mas.... é por isso mesmo que eu o respeito.
deixou-me o seu contacto para poder responder-lhe mas não o vou fazer por uma questão de liberdade e democracia.
o amigo tem uma opinião diferente da minha e pronto. boa viagem.
Sinto que a minha é uma geração verdadeiramente perdida e explico porquê.
Primeiro: a voz passiva 1
Só pudemos ter voz passiva na guerra de África e na conquista da ?liberdade?. Éramos todos bem pequenos e (exactamente porque o éramos) nunca nos pediram a opinião sobre o assunto. Muitos de nós, não fizeram mais do que fugir com o pouco que tinham e no meu caso ainda há um bife com batatas fritas à minha espera no aeroporto de Luanda, que eu deixei à pressa, quase intocado, para apanhar o 747 para uma Lisboa de um Portugal-Metrópole que nada (e não tenho vergonha de o reafirmar), mas mesmo nada me diziam.
Segundo: o epíteto de Retornado.
Confesso que a mim pouco me disse e diz essa palavra, porque ela só faz sentido quando regressar ao quinhão de áfrica que me viu nascer e me fez crescer. Mas aos meus fez-lhes mal. Dessa época lembro-me da “solidariedade” do Portugal repentinamente grávido. Hão-de morrer sentados à espera que eu lhes agradeça as roupas rasgadas que vesti e a comida fora da validade que comi – rica solidariedade.
Terceiro: a voz passiva 2
O combate à difícil integração só é possível com demonstrações de força, e a de muitos de nós foi o estudo. Alinhar no sistema e estudar, tirar boas notas, ser bem comportado, não criar confusão, deixar correr o marfim... Enfim! Disto “comi” eu até à universidade.
Por fim:
Hoje quase nada é possível sem ter uma cunha. Até para as coisas mais ridículas. Quem não as tem pode ter o mérito todo do mundo que o lugar vai para o filho de alguém. Toda a gente sabe disso. Não há como negar o nacional-cunhismo.
Quem não é de cá, nem de lá, simplesmente não é. Logo não conta.
Não é da minha geração a camada (deveria dizer cambada?) que realmente nos governa, que ocupa os cargos, que dita as leis. Não é da minha geração também a camada que domina as novas tecnologias, a comunicação, os lobbies de interesses, etc.
Onde pára a minha geração? Parece estar perdida.
(que é verdadeira e me foi relatada há tempos):
Um amigo que passava por casa da amiga de outro amigo meu, foi recebido pelo “bidu”, um cãozito que, estando com o cio e não o reconhecendo de lado algum, rapidamente se lhe agarrou às peludas pernas e o brindou com movimentos pélvicos frenéticos, de fazer inveja ao Elvis e que poria qualquer cadela, independentemente do tamanho ou da raça, com a cabeça tonta, tanto era o vigor. Foi preciso bater-lhe para que ele largasse as pernas. Ainda hoje, no meu apertado circulo de amigos se conta esta história.
Moral da história:
Se não conheces o cão dos amigos, tem cuidado quando entrares em sua casa. Não sabes se é pior ele ladrar, morder as canelas ou atirar-se às tuas pernas, confundindo-as com o seu objecto sexual preferido.
As “coisas” (palavra que recebe aqui uma conotação demarcadamente negativa) acontecem mesmo à nossa frente, debaixo do nosso nariz – e escuso-me a dar exemplos porque, apesar de esta ser uma época profícua nesse aspecto tanto no plano pessoal como no nacional, não é por aí que vou – e isso deixa-me com vontade de fazer como os animais irracionais: reagir em função da evolução natural, em defesa própria, por instinto (esta palavra “instinto” é porreirinha porque encerra em si todas as reacções possíveis do mundo animal: do reconhecimento da superioridade do outro, da busca de parceiro para gerar uma prole ao ataque feroz pela sobrevivência, entre outras).
Às vezes dá vontade de ser um “bidu” neste Portugal pequenino.
Apetece, sempre que um intruso entra no nosso domínio sem autorização, canalizar para as suas canelas a raiva acumulada.
Bem, note-se que só não o faço ainda porque a juventude da minha geração (aqueles que apanharam de chofre com a “liberdade?”sem saber bem o que era não a ter) foi recalcada com preceitos morais e éticos que até hoje mo impedem de fazer.
– por favor, não abusem desta fragilidade!
que merece confirmação pelos interessados:
parece que o ministério da educação, através do DGAE está a chamar professores para colocação sem respeitar as opções colocadas por estes nos boletins dos concursos, ou seja, fazem todos parte de um banco de dados em que o que conta é só o nome e a graduação. o resultado é que um professor que tenha concorrido só para o norte do país, pode vir a ser chamado para fazer uma substituição no Algarve, na maior das calmas. se não aceitar não é chamado mais no corrente ano lectivo.
não sei se é ou não legal, mas parece que não foram essas as condições do concurso deste ano.
também já me disseram que nesse banco de dados, figuram não os dados actuais apresentados pelos professores concorrentes, mas os que existem no ministério há 5 anos atrás (já estão a imaginar? quem mudou de casa..... de telefone.... etc.)
há quem fale em tirar isto a limpo e informar a comunicação social...
... mantenham-se informados!
.... realmente é mais rápido, mais fácil e é mais português.
por outro lado, somos tão poucos que PARECE-ME não haver ainda lobies instalados neste lado da net.
costumo ser viperino nas minhas opiniões, discuto sempre as ideias e não as pessoas que as têm, o que não significa que por vezes se atinja também as pessoas, principalmente quando não se percebe bem quais são as pessoas que têm ideias e as ideias é que têm pessoas. enfim.
ahhhh: raramente uso maiúsculas e às vezes dou erros de ortografia.
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra
a odrem plea qaul as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa
iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma ttaol csãofnuo que vçoe pdoe anida ler sem
gnderas pobrlmea. Itso é poqrue nós nao lmeos cdaa lrtea isladoa, mas
a plravaa cmoo um tdoo.
eh eh eh!
a bolha rebenta noutro lado onde me prometeram rapidez.
não é que eu precise, mas uma promessa é uma promessa. por isso não prometo nada.
com este blog pretendo rebentar bolhas, daquelas que incomódam e só dão chatices onde quer que estejam.
mas...primeiro tenho que aprender a "mexer" com esta coisa nova.
entretanto (e se estiverem interessados, claro...) fica isto. tem a sua piada